Afinal…

22:31 • 28.01.2007

aviso ao instalar o ie

O Windows não é tão parvo como o pintam.


Gas Station Blues

11:40 •

- Bomba 5, por favor.
- Certo. Agora temos uma promoção que se levar dois [não me lembro da marca] para a tosse leva outros dois grátis.
- Não, obrigado, não quero.
- Mas olhe que precisa, está com uma tosse irritante, fazia-lhe bem.
- É da gasolina. *Só* a bomba 5, por favor.
- Tem a certeza?
- [Suspiro, cerrar dos maxilares, veia na testa a ficar saliente]
- Pronto, pronto, já vai, já vai… Olhe! Foi sorteado! Se até ao fim do mês comprar duas garrafas de [também não me lembro do que era] leva mais duas grátis! Sorte, hein?
- Você embirrou *mesmo* comigo, não foi?


O «só sei que nada sei» moderno

21:20 • 17.01.2007

Há uns anitos, numa qualquer acção de formação de recursos humanos, referiu-se que a aquisição e prática de competências (por exemplo, saber falar em público, enganar esclarecer um cliente, dirigir um projecto, etc.) passa, via de regra, por quatro fases distintas e sucessivas:

  1. A inconsciência inconsciente: nesta primeira etapa, nem temos a competência ou se a temos nem sabemos que precisamos dela. Somos umas autênticas bestas. Por exemplo, abrir a porta a uma gaja ou ajudá-la a carregar sacos? Mas que tanga é essa, não querem igualdade? Aguentem!
  2. A inconsciência consciente: aqui já se começa a fazer luz, já que temos a noção que não sabemos algo. Normalmente acontece depois de passarmos uma noite a dormir no sofá por termos referido à cara metade que a colega dela tem um ar mais jovem. Começa a aprendizagem, já a caminho do nível seguinte:
  3. A consciência consciente: aqui, já cientes da necessidade da competência, bem como da forma como utilizá-la, fazê-mo-lo de forma pensada. Não comentamos com a nossa eleita a roupa interior que a vizinha deixa cair “desinteressadamente” na nossa varanda, perguntamos carinhosamente como lhe correu o dia de trabalho e acenamos pontualmente ao que ela nos vai dizendo, sem que ela repare que no fundo não estamos a ouvir nada e não despregamos o olho da SportTV. Com a prática e hábito evoluímos e chegamos à última fase:
  4. A inconsciência inconsciente: agimos da forma estudada e trabalhada já sem pensar nisso. Não é o puro instinto, já que a competência foi trabalhada conscientemente nas fases anteriores, mas é quase. Agora até passamos por humanos e, inconscientemente, felizes. E, no fundo, é tudo o que é preciso.

Einstein tinha razão

16:50 •

Parece que Einstein disse um dia que duas coisas eram infinitas: o Universo e a estupidez humana, mas no que respeita ao Universo ainda não tinha certeza.

Isto a propósito deste artigo no blogue do Bruce Schneier:

Terrorists might bomb airplanes, take and kill hostages, and otherwise terrorise innocents. But there’s one thing they just won’t do: lie on government forms. And that’s why the State of Ohio requires certain license (including private pilot licenses) applicants to certify that they’re not terrorists. Because if we can’t lock them up long enough for terrorism, we’ve got the additional charge of lying on a government form to throw at them.

A realidade é, sempre, mais estapafúrdia que a ficção, com também se pode ler a partir daqui.


Cara lavada

21:55 • 14.01.2007

Dei com este tema a primeira vez quando passou a integrar os temas do Wordpress.com.

Infelizmente, era uma versão beta muito incipiente, com alguns erros e praticamente nenhumas opções de personalização.

Mas, convenhamos, se Deus (que para este efeito admito que exista) precisou de um plano para criar o Universo, de certeza que tinha este lay-out: é que isto é mesmo giro e aproxima-se da perfeição.

Infelizmente, dadas as limitações do alojamento gratuito do Blogsome, o facto de Fauna ser um tema para o Wordpress 2 e, last but not the least, eu não ser particularmente dotado para HTML, PHP e o cacete, o resultado aqui apresentado fica um pouco aquém da versão actual, que pode ser vista em todo o seu esplendor, por exemplo, aqui.

E ainda há uma versão com fundo escuro e a possibilidade de animar o cabeçalho. É a loucura, mas não aqui… que ficará com este ar relativamente sóbrio, mas arrumadinho.

Para já, isto está *quase* com o aspecto que eu queria. Do *quase* trato quando tiver tempo.


Futuro

18:58 • 13.01.2007

Não me lembro bem como mas fui dar a um fórum sobre projectos de arquitectura para Lisboa e (então para a minha zona…) a palavra que me ocorre é medo… outras são enormes caixotes.

:-(


Novidades? Só na barra lateral

22:04 • 12.01.2007

A falta de inspiração e a divisão espartana de 24 horas por dia dificultam um bocadinho as passagens por aqui.

Como para espairecer costumo deixar o reader aberto, quando der com alguma coisa interessante, em vez de o desatar a postar aqui, deixo a ligação ali naquela zona cinzentinha, cortesia do Google Reader.


Guantanamo

20:48 • 11.01.2007

(via Jornada)

 

Technorati: , ,


Eles…

20:10 •

Andem aí: microtransmissores encontrados em moedas canadianas.

Technorati:


Ah, e tal, assim está bem

20:08 • 10.01.2007

Ouvido:

- E vai desculpar-me, mas o seu cliente teve um procedimento, no mínimo, algo obscuro.
- O colega desculpe-me lá, mas está a insinuar que o meu cliente adoptou um procedimento menos correcto?!
- A insinuar não, colega, estou a afirmar com todas as letras que o seu cliente adoptou um procedimento menos correcto, aliás, ilícito!
- Oiça lá, mas está a insinuar que o meu cliente adoptou um procedimento ilícito?
- A insinuar não, colega, estou a afirmar com todas as letras!!
- Ah, pronto, então está bem.


Dúvida (perto da) capital

20:00 •

É impressão minha ou nas últimas semanas está um pivete que não se aguenta frente ao LoureShopping?


AZOOelhas ao volante

20:07 • 08.01.2007

crash test dummy

A propósito desta, vá lá, notícia, referida também aqui, acerca das probabilidades astrais de um determinado nativo de um certo signo ter uma particular propensão para ser uma desgraça ao volante, lembrei-me de um episódio relatado no livro Um Mundo Infestado de Demónios, de Carl Sagan.

Há uns anos, uma equipa de investigadores franceses algo, vá lá, cépticos em relação à Astrologia, resolveu encomendar a realização de um perfil astrológico a uma Maya lá do sítio, embora muito conceituada no meio e bastante influente junto de algumas personalidades de relevo nas mais diversas esferas sociais.

Com o perfil na mão, a tal equipa, fazendo-se passar por astrólogos, fizeram publicar um anúncio no jornal, oferecendo-se para, gratuitamente, fornecer o traçado astrológico a quem o solicitasse, apenas devendo as pessoas em troca dizer se se identificavam ou não com o perfil que lhes havia sido traçado .

Uma elevada percentagem das pessoas que requisitaram o tal perfil astrológico (mais de 90%, se a memória não me falha) responderam afirmativamente, que era a cara delas.

Os investigadores sorriram: o perfil astrológico era o de um conhecido assassino em série.

Quando tiver tempo ainda escrevo aqui mais qualquer coisa sobre como o Zodíaco actual já não tem grande correspondência física (vá lá, astronómica) com o esquema original, o apex solar e isso.


Reality check

21:24 • 05.01.2007

It is far better to grasp the universe as it really is than to persist in delusion, however satisfying and reassuring.
Carl Sagan


Não sei, não sei…

19:33 •

Pressões internacionais adiam execução de aliados de Saddam. Cá para mim só estão à espera que as tais altas patentes militares acabem de recarregar os telemóveis.


Sensibilidade e bom senso: procura-se.

15:27 • 03.01.2007

- Ó Sr. Farto Disto, importava-se de assinar já estas cartitas antes de ir de férias?

- Não, mas já viu a data destas duas? Só vão sair para a semana, daqui até lá eu posso, sei lá, ser atropelado, ficar estropiado, morrer afogado…

Após breve (muito breve, demasiado breve, aliás…) hesitação:

- Tem razão, é melhor pôr a data de hoje.


Crescer

22:44 • 02.01.2007

Há uma altura na vida em que deixamos de ser rapazes e passamos a ser homens (em regra, pois agora quando se deixa de ser rapaz pode bem passar-se a ser rapariga e a que deixa de ser miúda pode muito bem passar a falar com voz grossa, mas enfim, isso são modernices). Mas divago.

Pois bem, creio ter chegado esse momento para o meu miúdo: ao fim e ao cabo já tem quase 5 anos.

Hoje, após cuidada ponderação, iniciei-o na selecta e distinta arte de comer Cerelac à colherada, directamente da embalagem.

Pronto, não terá a mística de comer da lata do nosso tempo, mas é o que se arranja.

Como tinha (e tenho) toda a confiança nas capacidades do petiz, a iniciação decorreu em ambiente, digamos, hostil, perante familiares com distinta sensibilidade social para as regras comportamentais, designadamente no que se refere a refeições, mas o rapaz esmerou-se a abocanhar a colher de sopa cheia do precioso pó, com o qual se se apressou a aspergir os circunstantes após um valente engasganço.

Por qualquer razão, só ele e eu nos rimos a valer, a mãe nem por isso, sendo que muito provavelmente só eu vou ficar a dormir no sofá da sala.


Be afraid, be very afraid

12:24 • 31.12.2006

scream

Mudança de planos de última hora: vou entrar em 2007 a 300 Km do ponto de largada previsto, em evento designado como bailarico.


Grandes capas ©

18:10 • 30.12.2006

manual do zx spectrum


Memory lane

18:19 • 29.12.2006

Embora este blogue ainda cheire a novo, perdi agora alguns minutos a ler algumas das coisas que venho deixando por essa rede fora nos últimos (quase) dois anos.

Foram dezenas de blogues, nicks, comentários, discussões, conversas animadas, deprimentes, idiotas, espirituosas, enfim, momentos da vida que ficarão em linha até o servidor ir (ou os mandar) abaixo, como aconteceu em um ou outro caso.

Por incrível que pareça, não me lembrava de mais de metade dos disparates que escrevi e agora, a esta distância, acho que deixei coisas relativamente simpáticas e outras absolutamente escusadas.

Para acabar este flashback na mó de cima, deixo um valente «estrafoganço» a um gajo que finalmente deu sinal de vida, bem como outro, vá lá, mais respeitoso, aqui para estas bandas (falta um terceiro abraço, mas o camelo é capaz de estar escondido algures a escrever um qualquer tutorial sobre uma qualquer treta, por isso fica para quando ele aparecer por aí).

Até para o ano.


Video killed the radio star

14:04 • 26.12.2006

E o leitor de MP3 deu-me cabo do prazer de ouvir música.

Com o botãozinho do next track ali mesmo à mão de semear, oiço centenas de faixas quase em modo scan, tipo dez segundos e venha a próxima.

Não há fome que não dê em fartura.