O «só sei que nada sei» moderno
geral • 21:20 • 17.01.2007Há uns anitos, numa qualquer acção de formação de recursos humanos, referiu-se que a aquisição e prática de competências (por exemplo, saber falar em público, enganar esclarecer um cliente, dirigir um projecto, etc.) passa, via de regra, por quatro fases distintas e sucessivas:
- A inconsciência inconsciente: nesta primeira etapa, nem temos a competência ou se a temos nem sabemos que precisamos dela. Somos umas autênticas bestas. Por exemplo, abrir a porta a uma gaja ou ajudá-la a carregar sacos? Mas que tanga é essa, não querem igualdade? Aguentem!
- A inconsciência consciente: aqui já se começa a fazer luz, já que temos a noção que não sabemos algo. Normalmente acontece depois de passarmos uma noite a dormir no sofá por termos referido à cara metade que a colega dela tem um ar mais jovem. Começa a aprendizagem, já a caminho do nível seguinte:
- A consciência consciente: aqui, já cientes da necessidade da competência, bem como da forma como utilizá-la, fazê-mo-lo de forma pensada. Não comentamos com a nossa eleita a roupa interior que a vizinha deixa cair “desinteressadamente” na nossa varanda, perguntamos carinhosamente como lhe correu o dia de trabalho e acenamos pontualmente ao que ela nos vai dizendo, sem que ela repare que no fundo não estamos a ouvir nada e não despregamos o olho da SportTV. Com a prática e hábito evoluímos e chegamos à última fase:
- A inconsciência inconsciente: agimos da forma estudada e trabalhada já sem pensar nisso. Não é o puro instinto, já que a competência foi trabalhada conscientemente nas fases anteriores, mas é quase. Agora até passamos por humanos e, inconscientemente, felizes. E, no fundo, é tudo o que é preciso.
Einstein tinha razão
geral • 16:50 •Parece que Einstein disse um dia que duas coisas eram infinitas: o Universo e a estupidez humana, mas no que respeita ao Universo ainda não tinha certeza.
Isto a propósito deste artigo no blogue do Bruce Schneier:
Terrorists might bomb airplanes, take and kill hostages, and otherwise terrorise innocents. But there’s one thing they just won’t do: lie on government forms. And that’s why the State of Ohio requires certain license (including private pilot licenses) applicants to certify that they’re not terrorists. Because if we can’t lock them up long enough for terrorism, we’ve got the additional charge of lying on a government form to throw at them.
A realidade é, sempre, mais estapafúrdia que a ficção, com também se pode ler a partir daqui.

